• Sandra Carvalho

1% das pessoas mais ricas polui mais que os 50% mais pobres

Um relatório de cientistas britânicos dedura a elite mundial do consumo excessivo.


Monte Carlo
Monte Carlo, em Mônaco: ponto de milionários | Foto: cc Pasquale Iovino/Unsplash

Com suas constantes viagens de avião, seus SUVs enormes e casas imensas, as pessoas mais ricas do mundo estão fazendo uma pressão insustentável sobre o planeta.


Quem diz isso são os cientistas britânicos que escreveram último relatório da Comissão de Sustentabilidade de Cambridge.


Eles compararam as emissões de carbono do 1% mais endinheirado da humanidade com as dos 50% mais pobres e concluíram que as emissões do 1% de super-ricos são maiores.


Se essa "elite poluidora" não mudar seu estilo de vida até 2030, disseram os cientistas, a meta do Acordo de Paris de segurar o aquecimento do planeta em 1,5 graus Celsius vai para o ralo.


Os pesquisadores calcularam que o 1% mais rico tem de reduzir suas emissões por um fator de 30 no mínimo. Já os 50% mais pobres ainda poderiam aumentar três vezes sua pegada ecológica. A ideia central é sempre diminuir o uso dos recursos naturais do planeta e evitar desperdícios.


"Para reduzir radicalmente nossas emissões, os governos precisam olhar de perto os estilos de vida e o comportamento das pessoas mais afluentes da sociedade, a elite poluidora", observou Peter Newell, da Universidade de Sussex, principal autor do relatório da Comissão de Sustentabilidade de Cambridge.


"São essas pessoas que viajam mais, possuem as maiores casas e frequentemente podem pagar pelo privilégio de poluir", afirmou. Para Newell, assim todo mundo saberá que a transição para uma sociedade de baixo carbono será justa, com a contribuição de todos.


Entre as sugestões feitas pelos cientistas, está a criação de um imposto para passageiros frequentes de avião e a proibição da venda de SUVs e outros veículos muito poluentes. Eles também aventaram mais taxas para a carne, cuja produção é carbono-intensiva.


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