• Sandra Carvalho

10 mil passos são demais? 7 mil já dão para viver mais

O risco de morte prematura já cai entre 50% e 70% com uma meta diária mais modesta.


Dar 10 mil passos por dia para ter uma vida saudável é uma lenda urbana que nasceu quase por acaso, numa campanha de marketing de uma fabricante japonesa de pedômetros, a Yamasa, às vésperas das Olimpíadas de Tóquio de 1964.


Seja como for, a lenda pegou e passou a ser a referência informal de número necessário de passos para viver bem, com saúde e por um longo tempo. A meta pode ser inspiradora, mas aparentemente tem algum exagero.


Um estudo de 7 universidades americanas, entre as quais a Universidade de Massachusetts em Amherst (#UMass) e a Universidade de Alabama em Birmingham (#UAB), acaba de revelar que os benefícios para a saúde já aparecem a partir de 7 mil passos diários.


Os pesquisadores avaliaram dados de 2.100 adultos entre 38 e 50 anos colhidos de dispositivos wearable por um período de 10 anos.


Concluíram que as pessoas que davam pelo menos 7.000 passos por dia já tinham um risco de morte prematura entre 50 a 70% mais baixo que o de pessoas que caminhavam menos de 7.000 passos.


O estudo foi publicado no periódico JAMA Network Open. Os cientistas não viram qualquer relação entre a intensidade dos passos e um risco mais baixo de mortalidade.


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