• Sandra Carvalho

2019, o ano em que a morte venceu a prevenção nas estradas

Depois de sete anos, os acidentes fatais voltam a subir nas rodovias brasileiras.


Jacareí, 2017, ano de 6243 mortes nas estradas | Foto: cc Corpo de Bombeiros São Paulo/Fotos Públicas

Muita gente perdeu a vida nas estradas brasileiras entre 2012 e 2018 - mais de 50 mil pessoas, segundo os dados do Painel de Acidentes Rodoviários. Mas se via alguma luz no fim do túnel: ao menos, a cada ano, as mortes diminuíam.


2019 interrompeu essa curva descendente de mortes, que durava 7 anos. Elas voltaram a subir, chegando a 5.332, num aumento de 1,2%. Os acidentes com mortos e feridos aumentaram 3,3%, batendo em 55.756.


As estatísticas são da CNT, a federação nacional do transporte, baseadas nos dados da Polícia Rodoviária Federal.


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As estradas mais fatais em 2019 foram a BR-116, que corta o país do Ceará ao Rio Grande do Sul, e a BR-101, que começa no Rio Grande do Norte e também chega ao Rio Grande do Sul.


O aumento dos acidentes fatais coincide com a política de segurança nas estradas mais relaxada do governo Bolsonaro, que vai da tentativa de abolir os radares eletrônicos à intenção de cancelar os exames de drogas dos motoristas profissionais.


"Essas mensagens que abertamente defendem um abrandamento de punição têm um poder de mudança de comportamento, porque enfraquecem a percepção de fiscalização e de punição caso o comportamento não esteja dentro das regras", comentou Hanna Machado, da Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito, para a Folha de S.Paulo.



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