• Sandra Carvalho

9 mutações impressionantes de animais que vivem nas cidades

Ratos, lagartos, baratas, pombos e percevejos já dependem dos humanos para sobreviver.


Rato come migalhas em Nova York   |  Foto: cc Ludovic Bertron/Wikimedia Commons

Esqueça por um momento as ilhas de Galápagos, onde Charles Darwin se inspirou para criar a teoria da evolução.


Hoje se tropeça em exemplos de evolução nas grandes cidades - nos mosquitos do metrô de Londres ou nos ratos de pés brancos típicos dos parques de Nova York.


A evolução sob o impacto da cidade foi dissecada por Marc Johnson, professor de Biologia da Universidade de Toronto Mississauga, no Canadá, e Jason Mushi-South, também professor de Biologia, da Universidade Fordham, de Nova York.


O estudo da dupla foi publicado ontem no jornal Science. "Nós criamos um ecossistema novo, que nenhum organismo viu antes", diz Johnson. "Agora os humanos e as cidades são das forças dominantes da evolução contemporânea."


Acelerada pela urbanização, a evolução traz boas notícias - a adaptação de espécies nativas, por exemplo. Mas também traz más.


Entre elas, o fato de que ratos, lagartos urbanos, baratas, pombos e percevejos agora dependem dos humanos para sobreviver.

1. Os percevejos, que eram poucos duas décadas atrás, se adaptaram aos inseticidas e se tornaram abundantes em escala global.


2. As populações de ratos de pés brancos de Nova York se diferenciaram umas das outras, por estarem isoladas em parques distintos.


3. Mosquitos que vivem em estações de metrô de Londres se adaptaram ao novo ambiente. Agora conseguem pôr ovos sem precisar de sangue, algo que não dispensavam antes.

Tampouco hibernam no inverno, como faziam, porque dentro do metrô as estações não mudam tanto.


4. Mariposas salpicadas, que eram claras, se tornaram bem mais escuras, com a poluição. Com os esforços para deixar o ar das cidades mais limpo, elas voltaram a clarear.


5. Peixes killifish da América do Norte passaram por uma mutação para se proteger do poluente bifenil policlorado (PCB, na sigla em inglês).


6. Os tentilhões das áreas urbanas de Tucson, no Arizona, Estados Unidos, desenvolveram bicos mais longos e mais largos para conseguir comer sementes de girassol em comedores para aves da cidade. A mesma coisa aconteceu com os pássaros grande tit, de Oxford, na Inglaterra.


7. Nas cidades de Porto Rico, lagartos passaram por evoluções nos dedos para se mover com mais facilidade em superfícies de concreto ou tijolo.


8. Em Hamilton, no Canadá, ratos tiveram mutações aceleradas perto da fábricas de aço poluidoras da cidade.


9. Em Montreal, no Canadá, salamandras-de-costas-vermelhas estão se tornando diferentes das outras porque foram separadas por estradas e passaram a viver de forma isolada.


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