• Sandra Carvalho

A fome no mundo hoje: 47 países estão sem saída

O cerco se fecha para eles com violência, pandemia de Covid e mudança de clima.


Mogadíscio: fila da água
Mogadíscio, na Somália, o primeiro lugar no ranking da fome: além de faltar comida, falta água | Foto: cc Tobin Jones/ONU

A meta da ONU de reduzir ao mínimo a fome até 2030 está perdida para 47 países, a imensa maioria na África subsaariana.


O Índice Global da Fome (#GHI) de 2021, que acaba de sair, prevê que esses países não conseguirão escapar dos efeitos tóxicos de conflitos internos violentos e guerras, da pandemia de Covid-19 e da mudança de clima.


Os progressos contra a fome feitos ao redor do mundo estão estagnando ou mesmo revertendo, segundo o índice.


Em se tratando de GHI, a melhor opção para qualquer país é estar fora dele. Todos os países ricos estão fora. Cinquenta países países entram com nível baixo de fome, entre eles o Brasil, a Argentina, o México, a China, a Rússia e a Turquia.


Já com fome moderada são 31 países. Com sérios problemas de fome, 37. Em situação alarmante de fome, são nove países. E aí temos a #Somália, o pior caso de todos, categorizado como extremamente alarmante. Confira no mapa do GHI:


Mapa da fome no mundo
Níveis de fome: baixo (verde) moderado (verde claro) sério (amarelo) alarmante (laranja) extremamente alarmante (vermelho) | Mapa: GHI

Boa parte dos países que sofrem com fome sofre também de falta de dados. Por isso, o índice ordena com um score preciso 116 países, mas coloca alguns numa faixa mais vaga.


Entre eles, estão Burundi, Comores, Sudão do Sul e Síria, que se enquadram numa situação considerada alarmante, mas melhor que a da Somália.


Guiné, Guine-Bissau, Níger, Uganda, Zâmbia e Zimbáue também estão sem score definido por falta de dados, e são categorizados como países onde a fome é séria.



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