• Sandra Carvalho

A geografia improvável do suicídio

Groenlândia, Lesoto e Lituânia têm as taxas de suicídios mais altas do mundo.


Ittoqqortoormiit, Groenlândia: o país é o número em suícídios há muitos anos | cc0 Annie Spratt/Unsplash

O peso dos suicídios se distribui desigualmente pelo mundo. A Groenlândia fica com a mancha de campeã mundial de suicídios há anos. Pelos últimos dados, 51,1 pessoas a cada 100 mil se matam no país.


Muito frio e pouco sol? Essa suposição não pára em pé. Outros países que sofrem com altas taxas de suicídio ficam nas ensolaradas África (Lesoto, Zimbábue), Oceania (Papua-Nova Guiné e Kiribati) e América do Sul (Guiana e Suriname).


Países realmente frios e com pouco sol em longos invernos são minoria no ranking das maiores taxas de suicídio do mundo. Além da Groenlândia, três ex-repúblicas soviéticas: a Lituânia, a Ucrânia e a Rússia.



O Brasil, com 6,1 suicídios a cada 100 mil pessoas, fica longe do ranking dos países mais problemáticos. Está fora, inclusive, do pelotão intermediário, onde se encontram países como Índia (15,5) Japão (15,6) e Austrália (11,0).


A Groenlândia é um caso a parte. Embora sua taxa atual de 51,1 suicídios a cada 100 mil pessoas ainda seja a mais alta do mundo, as coisas já foram muito piores por lá.


Entre 1977 e 1986, a taxa de suicídios entre homens de 20 a 23 anos chegou a 600 por 100 mil. O país investiu muito em saúde mental e apoio aos jovens para baixar as estatísticas dessa tragédia.


Ainda assim, o suicídio continua sendo a principal causa de morte entre homens dos 15 e 29 anos na Groenlândia.


Os cientistas estão longe de apontar o dedo com segurança para a razão de tantos suicídios.


As estatísticas policiais do país apontam a depressão como causa importante das mortes. O Ministério da Saúde do país lista também problemas de relacionamento, moradia, desemprego, dificuldades escolares, abuso sexual na infância e abuso de drogas.


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