• Sandra Carvalho

A guerra do ar condicionado nos escritórios pode acabar

Ajustes individuais de temperatura garantiriam um ar mais quente ou mais frio para cada um.


Escritórios: conflito no verão e no inverno | Foto: Mike Kononov/Unsplash

Funcionários de escritórios vivem em guerra por causa da temperatura do ar condicionado: o que é quente para uns, é frio para outros.


Dois pesquisadores da Universidade Concórdia, em Montreal, no Canadá, acham que têm solução para essas discussões eternas. A base de tudo: levar em conta as preferências individuais de cada pessoa.


Assim, ninguém precisaria mais concordar com ninguém sobre a temperatura ideal.

Acabariam também as pequenas sacanagens como cobrir termostatos com malha lã, para aumentar artificialmente a temperatura e mandar para o sistema um recado de que o ambiente precisa ser resfriado.


Num estudo publicado no Journal of Energy and Buildings, os pesquisadores Farhad Mofidi e Hashem Akbari propõem acabar com a guerra dos termostatos com a automatização total do controle da temperatura, qualidade do ar e iluminação dos escritórios.


Eles usam técnicas de análise de dados para modelar as preferências de cada uma das pessoas envolvidas em temperatura, ventilação e iluminação natural e artificial.


Segundo o estudo, levando em conta essas preferências individuais, é possível aumentar a produtividade de cada funcionário em 1000 dólares por ano, e ainda caem os gastos com energia.


"Esse método age como se fosse o cérebro por trás do sistema de tomada de decisão de uma plataforma de gestão de energia baseada na nuvem", disse Mofidi, num comunicado da Universidade Concórdia.


A conferir se, aplicado em escritórios do mundo real, o método consegue mesmo acabar com as discussões sobre o ar condicionado.


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