• Sandra Carvalho

A pirâmide global da riqueza: 46% estão nas mãos de 1%

No Brasil, 1% concentra ainda mais riqueza, chegando a 49,6%, segundo o Credit Suisse.


Catedral de St. Paul e shopping em Londres
Londres: a riqueza cresceu na Europa | Foto: cc0 Nick Fewings/Unsplash

A pandemia do novo coronavírus jogou muito PIB no chão, mas não impediu que a riqueza crescesse mesmo nos países mais afetados pelo vírus. A riqueza global aumentou 7,4% em 2020, chegando a alucinantes 418,3 trilhões de dólares.


O número de milionários no mundo subiu para 56,1 milhões, ganhando 5,2 milhões novos integrantes. Representando agora 1,1% da população adulta do globo, eles controlam sozinhos 191 trilhões de dólares.


Os dados são do Relatório de Riqueza Global de 2021 do Credit Suisse, banco de investimentos de Zurique, um dos maiores do mundo.


De acordo com o Credit Suisse, na base da pirâmide da riqueza global estão 2,9 bilhões de pessoas, 55% dos adultos do mundo. Eles possuem menos de 10 mil dólares em média, e controlam apenas 1,3% da riqueza global, um total de 5,5 trilhões de dólares.


Segundo o relatório, os milionários do clube do 1% dispararam em 2020 nos Estados Unidos (21 mil a mais), cresceram na Europa e na China e diminuíram em muitos outros lugares. No Brasil, caíram de 315 para 207.


A desigualdade aumentou em muitos países, se aprofundando de forma desigual pelo mundo. Subiu ligeiramente nos Estados Unidos, China e Itália, mas deu um salto no Brasil. Aqui 1% das pessoas passou a dominar 49,6% da riqueza. Em 2019, fatia era de 46,9%. A média mundial é de 35%.



Gráfico da pirâmide global da riqueza em 2020

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