• Sandra Carvalho

A primeira cadeirinha de bebê não se esquece

E nem a segunda ou a terceira. As três são essenciais para proteger as crianças dentro dos carros.


Pai põe cadeirinha que salvou a filha no carro | Foto: Wexner Medical Center/The Ohio State University

Cadeirinhas de bebê podem ser um trambolho para carregar e colocar no carro, mas são inevitáveis. Ou, pelo menos, deveriam ser.


Pense num bebê voando para fora do carro num desastre na estrada. A cada 10 acidentes de carros, as cadeirinhas salvam a vida de bebês e crianças em seis. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).


As cadeirinhas funcionam tanto para batidas de carros quanto para freadas bruscas, que também podem ferir bebês e crianças.


Atualmente, três crianças morrem por dia no Brasil em acidentes de trânsito, segundo as estimativas da organização Criança Segura.


O risco de ferimentos diminui em até 80% para bebês e crianças de até quatro anos de idade acomodados em cadeirinhas de costas para a frente do carro, de acordo com o Relatório do Status Global da Segurança no Trânsito de 2018, da OMS.


O Centro Médico Wexner, da Universidade Estadual de Ohio, estudou os mais diversos tipos desses assentos de contenção.


Concluiu que eles são efetivos até nas colisões traseiras, por absorverem as forças da batida e conterem a movimentação das crianças. Um exemplo real é mostrado neste vídeo da universidade.



Ao longo da infância, três diferentes cadeirinhas precisam ser usadas nos carros por todas as crianças.


Segundo o Instituto para Segurança em Estradas, dos Estados Unidos, o ideal é que todos os bebês usem cadeirinhas voltadas para a parte de trás dos carros até aproximadamente dois anos de idade, quando chegam à altura e ao peso limite desse tipo de assento. (Isso vai variar de acordo com o fabricante do equipamento).


Essa primeira cadeirinha é chamada frequentemente no Brasil de bebê conforto. Pela lei brasileira, o bebê conforto é obrigatório até um ano de idade.


Quando se tornam grandes demais para o bebê conforto, as crianças devem passar para a segunda cadeirinha, e usar assentos de contenção voltados para a frente dos carros. Isso deve ir até superarem a altura e o peso limite para essas cadeirinhas. Pela lei brasileira, até os quatro anos de idade.


Crianças maiores devem usar a terceira cadeirinha, os assentos de elevação (booster seats) até poderem usar cintos de segurança para adultos. Segundo a lei brasileira, os assentos de elevação precisam ser utilizados dos quatro aos sete anos e meio. Depois, vêm os cintos de segurança.


A passagem para o cinto de segurança frequentemente se dá, nos países com normas de trânsito exigentes, quando as crianças já têm já têm 1,45 metro de altura e entre 8 e 12 anos de idade.


A chamada Lei da Cadeirinha (resolução 277 do Conselho Nacional do Trânsito) vigora no Brasil desde 2008. Obriga os pais a usarem as cadeirinhas, com multa para quem desobedecer.


Apesar de seu poder convincente, o fim da multa está previsto em um projeto de trânsito mais permissivo do governo Bolsonaro atualmente na Câmara.


Entre muitos deputados, há uma reação contra o fim da multa, por diminuir a segurança no trânsito. A conferir no dia da votação se a multa fica ou acaba.


Hoje a multa é de 293,57 reais. Quem esquece a cadeirinha também perde 7 pontos na carteira de motorista.


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