• Sandra Carvalho

A urbanização extrema já está aí, começando pelo Japão

A população incha nas metrópoles e as pequenas cidades desaparecem.


Alta concentração nas metrópoles: as pequenas cidades definham   |  Foto: cc0 Pixabay

As pequenas cidades do Japão começam a sumir do mapa, depois de décadas de declínio. Os jovens vão estudar nas grandes cidades e ficam lá para sempre, porque é ali que estão os empregos.

Em 1950, apenas 53,4% da população japonesa vivia nas cidades. Em 2015, são 90,5% . A área metropolitana de Tóquio-Kanto concentra hoje 37 milhões de pessoas. Na rota Kobe, Quioto e Osaka, estão mais 19 milhões.


A população do Japão como um todo encolhe desde 2008 - deve baixar dos 126 milhões atuais para 100 milhões em 2050, segundo as projeções, porque a taxa de fertilidade é negativa.


Nas pequenas cidades a queda da taxa de fertilidade se combina com a fuga massiva das novas gerações para as grandes cidades, e significa sentença de morte a longo prazo.


Mais de 200 comunidades rurais já desapareceram neste século. Segundo dados do Ministério do Interior do Japão, 14 mil das 65 mil comunidades rurais têm mais de 50% da população com 65 anos para cima.


Cidades e vilas fantasmas estão se espalhando pelo país. Alguns lugares ficam tão despovados que os animais estão retornando. Já há registros de ataques de ursos e de javalis selvagens destruindo plantações.


Ao mesmo tempo, a população incha nas metrópoles. Em Tóquio, alguns bairros beiram 20 mil pessoas por quilômetro quadrado. Nakano, por exemplo, já passou de 20 mil. Toshima está com mais de 19 mil. E Shinjuku se aproxima de 17 mil. Para efeito de comparação, São Paulo está na faixa dos 7 mil.


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