• Sandra Carvalho

Abacate redistribui a gordura da barriga?

É o que dizem cientistas da Universidade de Illinois, pelo menos no tocante às mulheres.


Abacate com fita métrica
Dieta com abacate reduziu a gordura visceral nas mulheres num experimento em Illinois | Imagem: Michael Vicent/UIUC

Comer um abacate por dia pode ajudar a redistribuir a gordura da barriga das mulheres, segundo cientistas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (#UIUC).


Eles fizeram um experimento randomizado e controlado com 105 adultos, homens e mulheres com sobrepeso e obesidade, durante 12 semanas, fornecendo uma refeição por dia aos participantes.


Um dos grupos recebeu refeições com #abacate e o outro não. Com esta exceção, as refeições eram muito similares, com os mesmos ingredientes e calorias.


As mulheres que comeram abacate tiveram a gordura visceral abdominal reduzida. Os homens, não.


O objetivo do experimento não era a perda de peso, mas sim o armazenamento da gordura no corpo, já que isso tem repercussões profundas na saúde das pessoas.


Há dois tipos de gordura no abdômen: a subcutânea, que se acumula abaixo da pele e forma os pneuzinhos, e a visceral, que cerca os órgãos internos. Quem tem uma proporção maior de gordura visceral corre um risco maior de ter diabetes.


No início do experimento, os pesquisadores mediram a gordura abdominal dos participantes e sua tolerância à glucose, que é um marcador de diabetes. No fim dos testes, compararam as medidas e essa tolerância.


As mulheres que comeram um abacate por dia como parte de suas refeições registraram uma diminuição da gordura visceral e reduziram a proporção dessa gordura visceral em relação à gordura subcutânea. Nos homens nada disso foi notado.


A tolerância à glicose não melhorou nem para mulheres nem para homens.


"Embora o consumo diário de abacate não altere a tolerância à glicose, o que aprendemos é que um padrão alimentar que inclui um abacate todos os dias tem impacto sobre a maneira como os indivíduos armazenam gordura corporal de maneira benéfica para a saúde, com benefícios principalmente para as mulheres", resumiu Naiman Khan, professor de cinesiologia e saúde de Illinois, que liderou o trabalho.


O estudo foi financiado pela HAS, uma organização americana ligada à produção de abacate do tipo Hass, o mais vendido no mundo, e publicado em The Journal of Nutrition.


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