• Sandra Carvalho

Adolescentes viciados em celular têm mais depressão e ansiedade

O cérebro desses teens revela um desequilíbrio químico, segundo cientistas coreanos.


Adolescentes: impacto de celular pode ser revertido | Foto: cc0 Pixabay

A vida de garotos dependentes de celulares e internet não é nada fácil. Eles têm mais depressão, ansiedade e insônia grave que outros adolescentes. Quem diz isso é um time de cientistas da Universidade da Coreia (KU) em Seul.


Eles identificaram um desequilíbrio químico no cérebro desses teens, usando espectroscopia por ressonância magnética (MRS, na sigla em inglês). MRS é o tipo de ressonância magnética (MRI) que mede a composição química do cérebro.


A dependência de celulares e internet, segundo o estudo, impacta a rotina diária dos adolescentes, sua vida social, produtividade, padrões de sono e sentimentos. Quanto maior o vício, maior o impacto.


Ao examinar o cérebro dos teens, os cientistas mediram os níveis de dois neurotransmissores do sistema nervoso central, ácido gama-aminobutírico (GABA, na sigla em inglês), e glutamato-glutamina (Glx, na sigla em inglês).


Eles fizeram testes com 19 adolescentes com idade média de 15 anos e meio viciados em celulares e internet e 19 adolescentes sem dependência de tecnologia.


Terapia para viciados


Nos adolescentes com vício em celular e internet, a proporção de GABA para Glx no córtex cingulado anterior do cérebro era muito maior do que no grupo de controle.


Na experiência, os jovens dependentes foram tratados com uma terapia adaptada de viciados em jogos. Depois do tratamento, foram submetidos a novas espectroscopias por ressonância magnética.


Desta vez, os níveis de GABA haviam baixado muito ou simplesmente normalizado. O desequilíbrio químico do cérebro havia sido superado.


O estudo foi conduzido pelo professor de neurorradiologia Hyung Suk Seo, e seus resultados foram apresentados esta semana na reunião anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte, em Chicago.


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