• Sandra Carvalho

Ageísmo, a última forma de discriminação

Os velhos sofrem mais o preconceito baseado na idade. Para começar, se tornam invisíveis.


Preconceito contra os velhos: invisibilidade e estereótipos | Foto: cc0 Matthew Bennet/Unsplash

Nessa altura século, o que não falta é preconceito - racismo, misoginia, homofobia, antissemitismo, capacitismo, islamofobia, gordofobia... Tão frequente quanto eles é o ageísmo, a discriminação com base na idade. Afeta sobretudo os velhos.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que o ageísmo é o preconceito mais socialmente aceito hoje em dia. Frequentemente, percebe-se como natural que idosos sejam invisíveis, candidatos impossíveis a novos empregos, um peso que alguém tem de carregar.


Atualmente existem cerca de 600 milhões de pessoas com 60 anos ou mais no mundo. O ageísmo pressupõe que todas elas sejam iguais, com os mesmos estereótipos negativos.


Alguns equívocos nascem da observação do declínio biológico próprio da idade e outros são completamente imaginários. Supõe-se, assim, que velhos sejam todos dependentes, fracos, desligados da realidade.


A palavra ageísmo nasceu no fim dos anos 60, criada pelo médico americano Robert Butler, para definir preconceitos de um grupo de idade contra outro, mais novo ou mais velho.


No caso dos idosos, ele achava que o ageísmo refletia o desconforto dos jovens e das pessoas de meia idade com a perspectiva de ficarem velhos e doentes, perderem poder, deixar de ser úteis, morrer.


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