• Sandra Carvalho

Aibo, o robô-cão da Sony, volta à vida em fase fofa

O robozinho ressuscitou com mais inteligência artificial e muita fofice.


Aibo: fofura aliada à tecnologia | Fotos: reprodução site Sony

A Sony tirou o Aibo, seu robô-cão, do cemitério, onde ele descansava desde 2006. O Aibo voltou com muito mais inteligência artificial e uma dose extra de fofice.


A pré-venda começou hoje no Japão. O lançamento, de fato, será no dia 11 de janeiro. Por quaisquer 198 mil ienes (5.700 reais) , se poderá levar um Aibo para casa.


Depois, é assinar o serviço da Sony que guarda as informações do robozinho na nuvem, e aproveitar.


Nesta encarnação, o Aibo tem olhos de OLED, sob medida para simular emoções e desejos. A linguagem corporal é uma das características marcantes do robô-cão, segundo a Sony.


Além dos olhos, ele também usa as orelhas, o rabo e alguns sons para se expressar. O aparato tecnólogico que ele tem para isso inclui mais de dez sensores, duas câmeras, alto-falante, quatro microfones e rede Wi-Fi.


Tudo num corpinho de 2,2 quilos e 30 centímetros de comprimento.


Fofice total


Construído para quem quer um pet sem ter trabalho com ele, o Aibo usa e abusa do quociente emocional.


Sabe reagir a agrados na cabeça e no queixo, a um afago nas costas. Volta a cabeça na direção das vozes humanas. Tira fotos quando é solicitado.


Conforme o tempo passa, ele vai guardando as preferências do dono - e usando aprendizado profundo para reagir ao que acontece de maneira menos burocrática do que no passado.


A ideia da Sony é que o Aibo seja um companheiro para a família. Aparentemente, não o tempo todo - a bateria dura duas horas e leva três para recarregar.


O visual é muito diferente dos Aibos anteriores, que tinham aparência marcadamente robótica, e acabaram sucumbindo à concorrência de robôs asiáticos mais baratos e mais toscos.


Aibo antigo: robô duro | Foto: reprodução site Sony

Como quase tudo em inteligência artificial, o robô-cão também seu seu aspecto meio polêmico.


Ele registra tudo o que acontece na sua rotina e manda para a nuvem, construindo o que a Sony chama de memórias. Tudo bem, mas isso não é um pouco intrusivo?


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