• Sandra Carvalho

Vamos ter de bater papo com um detector de mentiras?

Seu nome é AVATAR, e está sendo testado na fronteira entre EUA e Canadá.


AVATAR: quiosque para checar declarações em tempo real | Foto: Aaron Elkins

A ideia é do professor Aaron Elkins, da Universidade Estadual de San Diego (SDSU). Ele desenvolveu um detector de mentiras com um rosto humano, capaz de conversar com as pessoas e de pegá-las no pulo.


O detector foi bolado para uso em fronteiras. Seu nome é AVATAR (Automated Virtual Agent for Truth Assessments in Real Time, isto é, Agente Virtual Automatizado para Avaliação de Verdade em Tempo Real).


O AVATAR está sendo testado no momento com a agência de serviços de fronteira do Canadá, para ver se os visitantes do país não têm algum motivo oculto para entrar em seu território.


O detector de mentiras tem a forma de um quiosque, como tantos outros quiosques que se vê em clubes, escolas, aeroportos.


“A diferença é que esse quiosque tem um rosto na tela que faz perguntas aos viajantes e pode detectar mudanças na fisiologia e no comportamento deles durante a entrevista", disse Elkins num comunicado da universidade.


"O sistema pode detectar mudanças nos olhos, voz, gestos e postura das pessoas para determinar riscos potenciais. Pode até dizer se você está curvando os dedos dos pés."


Elkins, que é professor de sistemas de informação em San Diego, providenciou que o AVATAR, ao encontrar alguém suspeito, encaminhe o mentiroso para funcionários de segurança de carne e osso.


Se você está achando que o AVATAR será um problema apenas para terroristas e criminosos em geral, pense duas vezes.


Os cientistas consideram a mentira um traço humano profundamente enraizado, do qual praticamente ninguém escapa.


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