• Sandra Carvalho

Amazônia desmatada é mais quente. Dá para medir

Menos árvores, mais calor. É a constatação de cientistas da Inglaterra.


Devastação da floresta com queimada | Foto: cc Cristino Martins/Agência Pará

Pesquisadores da universidade inglesa de Leeds mediram grau a grau o aquecimento da Amazônia com o desmatamento. A temperatura sobe até 1,5 grau Celsius nas áreas mais devastadas.


Jess Baker e Dominick Spracklen usaram dados de satélite de 2001 a 2013 para estudar a mudança do clima local com o desmatamento.


As regiões mais intactas da floresta, com menos de 5% de perda da canópia (a cobertura da copa das árvores), esquentaram apenas ligeiramente, permanecendo mais estáveis ao longo de 10 anos.


Nas áreas da Amazônia onde a perda da canópia ficou abaixo de 70%, a temperatura subiu 0,44 C. Na porção da floresta com desflorestamento severo, na época mais seca do ano, a temperatura esquentou até 1,5 grau.


"Uma Floresta Amazônica intacta e saudável ajuda a regular o clima local e pode mesmo agir como tampão contra o aquecimento da mudança de clima global", explicou Jess Baker, da Escola da Terra e Meio Ambiente de Leeds.


Com o aquecimento da floresta aumentam a probabilidade e a intensidade das secas e a necessidade de umidade das plantas. Segundo Baker, já está havendo uma alteração na composição das plantas da floresta em função do aquecimento.


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