• Sandra Carvalho

Analfabetismo penaliza 771 milhões de pessoas

Mais de 11 milhões de brasileiros com mais de 15 anos não consegue ler atualmente.


Mulheres na Mauritânia
Mauritânia: na África subsaariana 1 em 4 mulheres não consegue ler | Foto: Xaume Olleros/União Europeia

É um mal que não acaba: 771 milhões de pessoas adultas ainda sofrem com analfabetismo no mundo, e 98 milhões delas são jovens entre 15 e 24 anos.


Os números são do relatório de educação global da Unesco de 2022 focado em gênero, que mostra pequenos e grandes avanços das mulheres nesse campo.


Dos 771 milhões de todas as pessoas adultas que não conseguem ler, a maioria é de mulheres: 63%.


Elas não têm conseguido a educação de que precisam nos últimos anos, mas têm melhorado sua posição em relação aos homens. Entre os jovens de 15 a 24 anos, a participação das mulheres vítimas do analfabetismo cai de 63% para 55%.


As mulheres enfrentam piores condições para se educar no sul e no centro da Ásia e na África subsaariana. Em países como Libéria, Mali e República Centro-Africana, há apenas 60 mulheres alfabetizadas a cada 100 homens.


No Brasil, os últimos dados da Unesco, de 2018, mostram que ainda há 11,1 milhões de pessoas vítimas do analfabetismo. Mas o gap entre mulheres e homens nesse aspecto já acabou.


De fato, entre todos os adultos, há mais homens que não conseguem ler (5,6 milhões) do que mulheres (5,5 milhões).


Na faixa jovem, de 15 a 24 anos, esse fosso entre homens e mulheres foi totalmente invertido: o analfabetismo atinge 175 mil homens, mas bem menos mulheres: 95 mil.


Os avanços se concentram substancialmente na população mais jovem. Segundo a #Unesco, a taxa de alfabetização no Brasil já chega a 99,2% entre as pessoas de 15 a 24 anos, e baixa a 78,5 % entre as que têm 65 anos ou mais.


Considerando todo mundo com mais de 15 anos, a taxa de alfabetização dos brasileiros fica em 93,2%.

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