• Sandra Carvalho

Crime em terra indígena: flagrantes do garimpo em Kayapó

O garimpo contamina os rios com mercúrio e desmata a floresta.


Flagrante do Ibama no garimpo | Fotos: Secom/Ibama/Fotos Públicas

Atrás de ouro, garimpeiros continuam invadindo terras indígenas no Pará. Em três dias, o Ibama flagrou e destruiu 13 balsas, 12 escavadeiras hidráulicas, 4 motobombas, um caminhão de toras de madeira, armas e mercúrio em território Kayapó no estado.


Pela lei, o garimpo é proibido em terras indígenas. A extração de madeira também.


"O garimpo destrói o curso d'água, contamina rios com mercúrio, desmata a floresta, degrada o solo e provoca a caça de animais silvestres", disse o biólogo Roberto Cabral, que comandou a operação Kayapó do Ibama, em comunicado do órgão.


O mercúrio, usado no garimpo para a separação do ouro, contamina a água, os animais e as pessoas.


É particularmente nocivo na Amazônia, onde é absorvido pelos peixes, a principal fonte de proteína para a população. Tem efeitos tóxicos brutais, que vão de danos no sistema nervoso aos olhos.


A terra indígena Kayapó tem 3,3 milhões de hectares nas cidades de Cumaru do Norte, Bannach, Ourolândia do Norte e São Felix do Xingu.


Confira as fotos da operação do Ibama, todas da Secom/Ibama/Fotos Públicas



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