• Sandra Carvalho

Animais ameaçados: a vida sob risco

Tartaruga-de-pente, toninha, tatu-bola - o futuro dessas espécies não tem qualquer garantia.


Tartaruga-de-pente, pesticidas e multidão em Tóquio: convívio difícil | Fotos: divulgação: Shutterstock/IPBES

Com mais de 7 bilhões de Homo sapiens espalhados pelo planeta, o meio ambiente está sob enorme pressão. Cerca de 75% dos ecossistemas em terra e 66% dos marítimos foram alterados demais pelo uso humano.


Pense nas plantações para alimentar essa população gigantesca, na pesca que explora os oceanos e rios, nas operações das mineradoras, na vida nas grandes cidades.


O impacto na natureza é tal que aproximadamente 500 mil espécies de animais que vivem em terra estão ameaçadas de extinção.


As razões mais diretas: destruição de seus habitats, caça predatória, competição com espécies invasivas introduzidas pelos homens, poluição, aquecimento global...


Os números são de um relatório de maio de 2019 do IPBES, órgão que coordena estudos de biodiversidade e ecossistemas para a ONU.


Veja mais: Tamanho é documento, pelo menos em ameaça de extinção

Para preservar sua existência, os animais precisam fazer basicamente duas coisas: sobreviver e se reproduzir.


Nem sempre é possível: a extinção de espécies animais é algo comum na natureza, ao longo do tempo, quando atinge uma espécie ou outra. As causas variam de acordo com a espécie e podem ser bastante complexas.


Extinções em massa são raras, no entanto - só cinco ocorreram até agora no planeta em 500 milhões de anos. O que chama a atenção atualmente é a escala monumental de animais ameaçados devido à ação humana.


No Brasil, estão ameaçadas espécies como a ararinha-azul, o rato-candango, a tartaruga-de-pente, a toninha, o guigó-da-caatinga, o tatu-bola...


A extinção dos milhares de animais em perigo pode ser evitada, desde que o modo de vida atual da humanidade passe a ser bem mais sustentável.


Caso contrário, a perda de animais será desastrosa. A Lista Vermelha, principal referência das espécies ameaçadas, estima que atualmente vivam sob risco de extinção 40% dos anfíbios, 31% dos tubarões e arraias, 25% dos mamíferos e 14% dos pássaros.


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