• Sandra Carvalho

As baratas estão prestes a se tornar invencíveis

O perigo maior vem da barata-alemã, chamada também de francesinha ou paulistinha.


Barata-alemã: resistência aos inseticidas | Foto: Universidade Purdue

O alerta vem da Universidade Purdue, em Indiana, nos Estados Unidos: a barata-alemã, a Blattella germanica, também conhecida como francesinha ou paulistinha no Brasil, está para se tornar invencível. Desenvolveu resistência a todos os inseticidas normalmente usados contra ela.

Que a barata já tinha saído na frente do Homo sapiens, já se sabia há muito tempo. A barata circula pela Terra há quase 400 milhões de anos, numa forma muito parecida com a atual, e o Homo sapiens só tem 200 mil anos no currículo.

A barata-alemã começou a mostrar resistência aos inseticidas nos anos 50, e agora a situação se tornou dramática. Ela não só resiste aos inseticidas mais poderosos individualmente como também está cada vez mais imune às diversas combinações entre eles.

Isso é particularmente perigoso porque a barata carrega e espalha diversas bactérias, como E. coli e Salmonella, que podem transmitir doenças. Entre elas, diarreia, disenteria, febre tifoide e cólera. Como ela deixa em seu rastro saliva, fezes e partes de seu próprio corpo, pode causar problemas de alergia e asma.


A ameaça das baratas é especialmente preocupante em áreas mais pobres, onde as condições de higiene e de combate às baratas são precárias. No Brasil, a barata-alemã é muito importante: é a mais comum nas casas.

A barata-fêmea tem um ciclo reprodutivo de três meses, durante o qual gera cerca de 50 filhotes. A resistência aos inseticidas pode, assim, passar muito rapidamente de geração a geração.

A conclusão do estudo da Universidade Purdue é que o combate químico exclusivo não funciona mais com baratas. É preciso combinar a química com uma resposta integrada, que inclui armadilhas para as baratas e, claro, condições sanitárias muito melhores.


#Baratas #Brasil #Insetos #Inseticidas #PragasUrbanas #Química #Purdue