Primatas: a vida por um fio, pela destruição de florestas

Atualmente 75% dos primatas estão em declínio.


Orangotango-de-bornéu (A), gorila-do-ocidente (B), lutung-indochinês (C), langures-de-cabeça-branca (D), lêmure-preto-e-branco (E) e macaco-preto-howler (F) : risco | Foto: cc 4 Estrada et al.

Os primatas estão encurralados pelas atividades humanas. Hoje, 75% das populações de primatas no mundo estão em declínio, e 60% das espécies enfrentam ameaça de extinção.

O Brasil é o país que mais tem primatas no planeta (116 espécies), e 34% delas estão ameaçadas. É muito pior em Madagascar, outro lugar pródigo em primatas, onde 87% das 103 espécies conhecidas estão ameaçadas.

Os números são de primatólogos da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e da Universidade de Illinois (U of I). Eles apontam o dedo para a perda e a degradação dos habitats dos animais, causada pela expansão das fronteiras agrícolas, pastos para gado, exploração de madeira, mineração e extração de combustíveis fósseis.

Metade ou mais da perda de habitats se deve à demanda global pelas commodities das florestas, segundo estudo que eles publicaram no jornal PeerJ.

Florestas desmatadas nas regiões dos primatas: mata convertida em campo de soja no Brasil (A), plantação para produção de celulose na Indonésia (B),  desmatamento para produção de borracha natural no Laos (C), plantação de óleo de palma na Costa Rica (D), atividade madeireira na Malásia (E) e mina de ouro no Peru (F)  | Fotos: R. Butler (todas as fotos, com exceção da Malásia, de W.F. Laurence)

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