• Sandra Carvalho

Até congestimento curto leva poluição aos pulmões

As partículas inaláveis fazem estragos à saúde em pouco tempo, mostra um novo estudo.


Engarrafamento em São Paulo
São Paulo engarrafada no Minhocão | Foto: cc Rovena Rosa/Agência Brasil

A poluição do ar nas grandes cidades não perdoa os motoristas durante os engarrafamentos de trânsito. Bastam alguns minutos, e as partículas inaláveis, particularmente as mais finas, as temíveis PM2,5, chegam ao pulmão em sua rota destrutiva.


Um estudo do engarrafamento de 10 grandes cidades espalhadas pelo mundo, liderado pela Universidade de #Surrey, na Inglaterra, acaba de mostrar como a ação das partículas inaláveis é rápida.


Em São Paulo, apenas 8 minutos no trânsito entupido foram suficientes para o motorista para absorver 35% das partículas inaláveis finas de todo o trajeto. Oito minutos correspondiam a 17% do tempo da rota completa.


O trajeto incluiu o Parque do Ibirapuera e as avenidas 23 de Maio e Paulista, saindo do bairro de Cerqueira César, da Faculdade de Saúde Pública da USP, uma das universidades que fizeram parte da pesquisa.


Em #Guangzhou, na China, a situação é ainda pior que a São Paulo. Engarrafado, o motorista respirou mais de metade (54%) dos aerossóis poluidores em menos de um terço do tempo do trajeto.


O estudo foi publicado no periódico Environment Internacional, e faz parte do projeto CArE-Cities.


O aumento dos riscos à saúde devido à poluição do ar já é bem conhecido. Quanto mais o alto o nível de #PM25 na atmosfera, maior a taxa de mortalidade.


Dar es Salaam, na Tanzânia, é o pior lugar do mundo para se viver nesse sentido. Lá, registram-se 2,46 mortes por 100 mil passageiros de carro por ano.


São Paulo, mesmo com seu trânsito caótico e o ar tão poluído, está numa situação bem melhor. Aqui o índice baixa a 0,10 a cada 100 mil passageiros.


O ar dos carros foi analisado com contador de partículas a laser com as janelas abertas.


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