• Sandra Carvalho

Bafômetros para maconha começam a pipocar

Novos equipamentos medem o consumo recente de maconha, além de álcool.


Bafômetro da Hound Labs: para maconha e álcool | Foto: reprodução site Hound Labs

Se os bafômetros funcionam bem para flagrar motoristas bêbados atrás do volante, por que não criar bafômetros para descobrir gente chapada demais para dirigir?


Esses bafômetros de nova geração já começam a tomar forma, no rastro da legalização da maconha recreativa em vários países.


A startup Hound Labs, de Oakland, Califórnia, é uma das mais avançadas nisso. Criou o Hound Marijuana and Alcohol Breathalyzer, que mede o tetra-hidrocanabinol (THC, na sigla em inglês) e o álcool através da análise dos sopros das pessoas examinadas.


A Hound Labs diz que consegue detectar tanto a maconha fumada quanto a usada como ingrediente de comida. Já recebeu 30 milhões de dólares de investimento para fazer seu bafômetro chegar ao mercado.


Cientistas da Universidade de Pittsburgh (Pitt), na Pensilvânia, também desenvolveram seu bafômetro, à base de nanotubos de carbono (100 mil vezes menores que um fio de cabelo).


No caso, a molécula do THC se liga à superfície dos nanotubos e muda suas propriedades elétricas, entregando quem consumiu maconha.


Os métodos convencionais de detecção de maconha são impraticáveis nas ruas, feitos com amostras de sangue, urina ou cabelo em testes demorados. Os bafômetros, ao dar uma resposta instantânea em qualquer lugar, mudam completamente esse cenário.


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