• Sandra Carvalho

Balões do Google levam a internet mais longe no Quênia

O serviço de internet da Loon começou a funcionar este mês de julho.


Balão da Loon: primeiro acesso permanente no Quênia | Foto: Loon

Levar a internet aos lugares mais remotos do mundo através de balões - a ideia é do Google X, a fábrica de projetos malucos do Google, e nasceu em 2013. Virou realidade agora, 7 anos depois, com dezenas de balões oferecendo acesso à web em regiões afastadas do Quênia.


Quem toca o projeto é a Loon, criada sob medida pela Alphabet, a dona do Google, para comandar a expansão da internet na estratosfera, entre as redes terrestres e as do espaço.


Segundo as estimativas da Loon, há no mundo cerca de 3,8 bilhões de pessoas sem acesso à internet, para não falar nas que têm acesso extremamente precário.


Junto com uma operadora de telecomunicações local, a Telkom, a Loon lançou 35 balões para atender uma região de 50 mil quilômetros quadrados do centro e do oeste do Quênia, bem longe da capital, Nairobi.


O serviço é oferecido aos assinantes da Telkom. Inclui chamadas de voz e de vídeo, YouTube, WhatsApp, e-mail e navegação na web, claro.


A terceira camada de conectividade da Loon: entre as redes terrestres e as do espaço | Ilustração: Loon

É a primeira vez que a Loon atua para prover conectividade em larga escala fora de intervenções de emergência em áreas de desastres.


(A Loon ofereceu acesso à internet com seus balões em Porto Rico, depois do Furação Maria, em 2017, e no Peru, em 2019, depois de um terremoto de magnitude 8.0.)


Na definição da Loon, os balões são torres celulares flutuantes, com alcance 200 vezes maior que o de uma torre convencional. Usando algoritmos de aprendizado de máquina, eles tentarão driblar os ventos da estratosfera para oferecer acesso estável.


Velocidade: 4,74 Mpbs de upload , 18,9 Mpbs de download e 19 milissegundos de latência. Durante os testes dos balões, mais de 35 mil quenianos usaram o acesso sem perceber quem estava por trás deles.


Os balões foram lançados nos Estados Unidos e chegaram ao Quênia viajando 20 quilômetros acima da Terra com os ventos da estratosfera.


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