• Sandra Carvalho

Baratas: feias, sujas e malvadas? Hmmm...

Baratas que vivem nas cidades, de restos humanos, deram ao inseto sua péssima reputação.


Blattella germanica: praga urbana muito disseminada no Brasil | Foto: cc3 David Monniaux/Wikimedia Commons

Pense na barata-americana, (Periplaneta americana), em seus voos rasantes nas noites mais quentes. Ela prospera no esgoto e em bueiros - quer algo mais asqueroso?


Ou imagine a barata-alemã (Blattella germanica), deixando suas fezes, regurgitos e pedaços de seu corpo nas cozinhas das casas e dos restaurantes. Algo mais repulsivo?


As baratas transmitem doenças, algumas muito sérias: disenteria, diarreia, cólera, lepra, febre tifoide, poliomielite e peste bubônica. Podem também causar alergias e asmas - não só detonar crises em quem já tem. É o que alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).


A barata-americana e a barata-alemã são muito disseminadas no Brasil e no mundo, especialistas em espalhar pânico doméstico.


Mas são uma pequena parte do universo das baratas. Uma parte ínfima. Das 4.000 mil espécies existentes, nem meia-dúzia são pragas urbanas.


A imensa maioria das baratas vive longe das cidades, parte da vida selvagem, com uma missão necessária à natureza: dar cabo de coisas mortas ou em degradação e servir de comida para outros animais.


São insetos particularmente resistentes: espalham-se pela Terra há quase 400 milhões de anos.


Tem quem goste de barata


Há quem consiga enxergar mais do que nojo e pragas nas baratas. Em Havana, por exemplo, a barata-cubana é mantida como pet.


Baratas fazem parte do menu em vários países, de restaurantes na Austrália aos mercados populares da Tailândia. Um das atrações turísticas para os fortes de coração em Bangkok é justamente degustar baratas nas barracas de comida ao ar livre.


Na China, gigantescas fazendas de baratas criam insetos para devorar restos de comida, ajudando a reduzir o lixo urbano, e depois servir de alimento aos porcos, a principal fonte de proteína nacional. O país já tem fazendas de baratas com bilhões de insetos.


Cientistas da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, até descobriram propriedades antibióticas poderosas nos cérebros das baratas- algo que pode levar a novos tratamentos contra infecções bacterianas resistentes a múltiplas drogas.


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