• Sandra Carvalho

Bebês grudados em telas: maior risco de sintomas parecidos com autismo

Maior tempo de tela e menos brincadeiras com os pais podem causar danos às crianças.


Tela e bebês: melhor não até 18 meses de idade | Imagem: cc0 Gerd Altmann/Pixaby

TV, celular, notebook. Colocar um bebê na frente de uma tela, em vez de brincar com ele, é prático para os pais, mas pode cobrar seu preço em termos do futuro das crianças.


Cientistas das faculdades de Medicina e de Saúde Pública da Universidade Drexel, na Filadélfia, afirmam que um tempo maior de tela pode significar logo mais tarde um risco maior de sintomas semelhantes aos do transtorno do espectro do autismo (TEA).


Os pesquisadores checaram por quanto tempo 2.152 bebês eram expostos a telas e quanto tempo brincavam com quem tomava conta deles aos 12 e 18 meses de idade. Depois observaram, aos 2 anos de idade, quais tinham sintomas parecidos com os de TEA.


Os bebês mais expostos a telas aos 12 meses de idade revelaram um risco 4% maior de apresentar sintomas semelhantes aos de TEA. Os que brincaram mais com o pai ou a mãe tinham um risco 9% menor de ter esses sintomas.


Segundo os pesquisadores, os resultados do estudo se casam com as recomendações da Associação Americana de Pediatria, que desencoraja telas para crianças com menos de 18 meses de idade, a menos que seja para videochamadas.


O estudo, publicado no jornal JAMA Pediatrics, associou o tempo de tela a sintomas semelhantes aos de TEA, não diretamente ao espectro do autismo.


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