• Sandra Carvalho

Bengala do século 21 para cegos usa câmera 3D

O equipamento foi desenvolvido numa universidade de Virgínia, nos Estados Unidos.


Bengala do século 21
Bengala em teste num ambiente interno | Foto: Cang Ye/VCU

Todo mundo sabe que as bengalas brancas são muito úteis para pessoas cegas ou com problemas sérios de visão na hora de sair de casa. Um grupo de cientistas da Virgínia desenvolveu uma versão robotizada que pode ser ainda mais útil.


Pesquisadores da Universidade da Comunidade de Virgínia, a #VCU, equiparam uma bengala com uma câmera 3D colorida, um sensor inercial de medidas e seu próprio computador a bordo para facilitar a navegação dos cegos em ambientes menos familiares.


O resultado foi uma bengala bem mais eficiente para navegação em grandes espaços dentro dos edifícios.


Recorrendo a luz infravermelha, a bengala calcula a distância entre ela e os objetos físicos do lugar. Considera o chão, as portas, as paredes, a mobília e obstáculos em geral.


Aí junta com dados do seu sensor e calcula a localização exata do usuário na planta do edifício, fazendo os alertas devidos para uma navegação segura pelo local.


Há apps de celular que são uma mão na roda para deficientes visuais - orientando por áudio os cegos a permanecerem na faixa de pedestres durante o cruzamento de uma rua, por exemplo - mas a circulação dentro de grandes espaços internos em prédios permanece um desafio.


"Muitas pessoas na comunidade com deficiência visual consideram a bengala branca sua melhor e mais funcional ferramenta de navegação, apesar de ser uma tecnologia centenária", observou Cang Ye, professor de ciência da computação da VCU, um dos desenvolvedores da bengala.


A ideia dos cientistas é fechar as lacunas de funcionalidades da bengala tradicional com uma bengala digna do século 21. Sua criação não está pronta para ir para o mercado - ainda está meio pesada para ser usada o tempo todo, mas esse acerto talvez seja apenas uma questão de tempo.


O desenvolvimento da bengala robotizada da VCU foi financiado pelo #NIH ( Institutos Nacionais de Saúde ) dos Estados Unidos. O estudo foi publicado no periódico IEEE/CAA Journal of Automatica Sinica.


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