• Sandra Carvalho

Brócolis: ame ou odeie (mas é melhor amar)

Pesquisas médicas recentes demonstram como esse superalimento faz bem para a saúde.


Brocólis: o sabor ligeiramente amargo pode afastar, mas as pesquisam recomendam | Foto: cc0 Joana Kosinska/Unsplash

O brócolis é um superalimento a toda prova - um campeão de antioxidantes e um aliado contra doenças do coração e câncer. Seu prestígio é crescente nas pesquisas recentes dos cientistas, embora sua popularidade possa continuar periclitante.


Pesquisadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess, de Boston, ligado a Harvard, identificaram no brócolis um composto natural que suprime tumores.


Uma pequena molécula, a I3C, um ingrediente natural do brócolis e de outras plantas crucíferas (couve, couve-flor, repolho, repolho-de-bruxelas), inativa um gene com papel importante em vários tipos de câncer, o WWPI. O estudo foi publicado na Science.


Entre suas virtudes, o brócolis protege os vasos sanguíneos de doenças que podem levar a um ataque do coração ou a um derrame. É o que mostra uma pesquisa recente da Universidade Edith Cowan (ECU), da Austrália, feita com mulheres mais velhas.


O consumo regular de brócolis, dizem os cientistas, evita depósitos excessivos de cálcio nas parentes internas dos vasos sanguíneos, que prejudicam a circulação do sangue no corpo. O brócolis ajuda a driblar a calcificação da aorta, a maior artéria de todas.


Para proteger as veias e as artérias não basta comer brócolis uma vez por mês. Na pesquisa australiana, as pessoas comiam mais de 45 gramas de brócolis ou outras crucíferas diariamente. Não é muito: equivale a um quarto de xícara de brócolis cozido no vapor.


Outro benefício adicional do brócolis apontado pelas pesquisas médicas nos últimos anos: ele ajuda a manter os intestinos saudáveis. Uma pesquisa da Universidade Estadual da Pensilvânia (Penn State) demonstrou como.


O brócolis - e, de novo, outras crucíferas - tem um composto químico orgânico chamado glucosinolatos de indol, que se decompõe em outros compostos, inclusive indolacarbazol (ICZ), no estômago.


O ICZ se liga ao revestimento do intestino, ajudando a manter a flora intestinal equilibrada e dando uma mãozinha à vigilância imunológica local. Resultado: mais prevenção de doenças como câncer e doença de Chron, causadas por inflamação no revestimento do intestino.


Esse estudo da Penn State foi publicado no Journal of Functional Foods.


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