• Sandra Carvalho

País oculta crimes ambientais com apagão de dados

Hoje é impossível saber quais áreas foram embargadas por destruir o meio ambiente.


Desmatamento na Amazônia flagrado pelo antigo Ibama | Foto: cc Ibama

Há pelo menos oito meses os dados sobre áreas embargadas por crimes ambientais estão fora do ar. Os dados uma responsabilidade do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente.


O apagão de dados significa, na prática, que os negócios por trás desses crimes podem continuar prosperando impunemente.


Sem dados públicos sobre áreas embargadas, as empresas que promovem a derrubada de florestas com garimpo, exploração de madeira, plantações ou criação de gado escapam das listas de boicote de consumidores e de bloqueio de grandes importadores europeus, americanos e asiáticos.


Mais: empresas de agronegócio com crimes ambientais nas costas podem conseguir empréstimos nos bancos, da mesma forma que uma empresa absolutamente idônea, porque os bancos não terão como checar seu currículo de delinquência.


O apagão de dados foi descrito com detalhes pelo Estadão. O Ibama alegou ao jornal que há um problema de integração com outros sistemas de informações e que tenta resolver a situação.


Esse hábito de ocultar com dados se repete no governo Bolsonaro em vários outros ministérios. No Ministério da Saúde, em relação à pandemia de coronavírus no país. No Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em relação às vítimas de violência policial.


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