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Céu escuro vira atração em parque da Nova Zelândia

Sem poluição da luz, a Reserva Wai-ti se volta para os observadores de estrelas.


A Via Láctea nos céus da reserva Wai-Iti | Foto: Darkskies.nz

À medida que a poluição da luz em todo o mundo aumenta, deixamos de enxergar o céu à noite. Felizmente, as reservas e os parques de céu escuro fazem exatamente o que seus nomes sugerem - preservam o céu noturno como nossos antepassados o conheciam.


Agora a Reserva Recreativa Wai-iti e Floresta Tunnicliff, que ficam na Tasmânia, foram credenciadas para oferecer vistas sem precedentes dos céus aos observadores de estrelas como o primeiro parque internacional da Dark Sky (IDA) na Nova Zelândia.


Se você mora no coração de uma grande cidade, é provável que só consiga ver os objetos astronômicos mais brilhantes: a lua, alguns planetas e um número seleto de estrelas importantes.


Para você, o próprio espaço deve parecer relativamente vazio, apenas com estrelas como Betelgeuse ou Sirius para iluminar o seu caminho.

Mesmo nos subúrbios e nas áreas mais rurais, a poluição luminosa das áreas das indústrias próximas e das regiões metropolitanas cria um brilho quente mas irritante ao longo do horizonte, apagando estrelas em boa parte do céu. Relatos de um novo cometa visível? Conjunção interessante dos planetas? Não vai dar para ver.

Mas este não é o céu que nossos antepassados conheciam. O céu deles estava iluminado pelo fogo de milhares de sóis distantes, tecendo uma tapeçaria cheia de mitos, lendas e histórias para contar ao redor da fogueira.

Para ver um céu como esse, é preciso caminhar no meio do nada: os oceanos, os desertos profundos e as altas montanhas. Lugares bonitos, mas relativamente inacessíveis. É aqui que entra a Associação Internacional do Céu Escuro, onde grupos locais podem registrar lugares específicos para preservação do céu escuro.


Através de um processo de um ano que envolve o monitoramento dos níveis de poluição luminosa e o trabalho com governos e empresas locais para mitigar a poluição luminosa futura, o credenciamento garante que os observadores de estrelas tenham a chance de ver um céu quase intocado nas próximas gerações.


☛ Esse texto, de Paul M. Sutter, foi republicado do site Universo Today. Leia o original em inglês.


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