• Sandra Carvalho

Cachorros não estão nem aí para rostos humanos

É o diz um estudo do cérebro dos cães feito por cientistas húngaros.


Olhos nos olhos: não é o que parece, segundo uma pesquisa húngara | Foto: cc0 Chen Mizrach /Unsplash

Sinto informar, mas para um cachorro alguém com rosto sorridente e encorajador ou de costas dá na mesma. Seu cérebro não tem áreas sensíveis a essas sutilezas faciais.


Pelo menos é o que diz um estudo de cientistas húngaros da Universidade Eötvös Loránd (ELTE), de Budapeste. A pesquisa mostrou através de ressonâncias magnéticas funcionais (fMRI) que o cérebro dos cães não é exatamente como se esperava.


Os pesquisadores compararam o cérebro humano e o dos cachorros. Ressonâncias mostram que o cérebro dos humanos fica mais ativo quando vê faces. O dos cachorros, não. Uma pessoa de frente ou de costas, é indiferente.


Ao contrário dos primatas, os cachorros têm um sistema visual que privilegia apenas a identificação de outros cachorros, mas não de humanos. O estudo foi publicado em The Journal of Neuroscience e divulgado pela Sociedade pela Neurociência.


Como então os cachorros se comunicam tão bem com os humanos, e lêem suas emoções de forma tão eficiente? Isso os cientistas deixaram para outros estudos explicarem.


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