• Sandra Carvalho

Canudinhos, a nova batalha contra o excesso de plástico

O movimento contra os canudinhos de plástico cresce vigorosamente desde 2015.

Canudinhos de plástico: emporcalhando as praias   |  Foto: cc0 Pixabay

Depois das sacolas de plástico dos supermercados, os ambientalistas estão se voltando para os canudinhos de plástico, um dos 10 itens mais encontrados no lixo jogado nas praias.


A Fundação Lonely Whale, que faz um trabalho educativo de defesa dos oceanos, começa em setembro uma campanha em Seattle, nos Estados Unidos, tentando convencer os americanos a deixarem os canudos de lado. O objetivo: um mês sem canudinhos.


Segundo a Lonely Whale, os Estados Unidos consomem por dia 500 milhões de canudinhos de plástico por dia. Não é à toa que os oceanos estão cheios deles.


A campanha já conseguiu a adesão de uma leva de artistas. Veja o primeiro vídeo, hospedado no Vimeo, baseado num trocadilho com a palavra "suck".


Alguns canudinhos de plástico até podem ser reciclados, mas dificilmente são, e acabam tendo um uso único, como os canudos não recicláveis.


O resultado é que uma parte dos canudos acaba nos oceanos, onde os detritos de plásticos se tornam a cada dia mais alarmantes.


Num estudo publicado no jornal PNAS, da Academia de Ciência dos Estados Unidos, calcula-se que há 580 mil itens de plástico por quilômetro quadrado nos oceanos.


Isso significa uma ameaça para as aves marinhas no mundo inteiro. Outros animais, como peixes e tartarugas, também são prejudicados.


Algumas empresas já banem os canudinhos de plástico nos Estados Unidos. Eles não entram no Animal Kingdom da Walt Disney World, por exemplo, nem nas lanchonetes e restaurantes dos museus do Instituto Smithsonian.


O movimento contra os canudinhos ganhou mais tração a partir de 2015, com um vídeo difícil de assistir da ONG Leatherback mostrando o sofrimento de uma tartaruga quando se tirava um canudo de plástico da sua narina, na Costa Rica.



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