• Sandra Carvalho

Capacitismo, a discriminação que ainda passa batida

Preconceito contra pessoas com deficiências se disfarça em expressões de condescendência.


Basquete feminino em cadeira de rodas: rompendo barreiras no esporte | cc0 Audi Nissen/Unsplash

Prédios sem rampa, garagens sem vagas reservadas para deficientes, vagas de emprego destinadas apenas a quem parece 100% apto mentalmente.


Esses são sintomas de capacitismo, um preconceito ainda bem menos identificado do que o racismo, o ageísmo ou o sexismo, mas igualmente destrutivo.


Capacitismo é xingar alguém de "retardado", é reduzir uma pessoa a sua cadeira de rodas, é excluir quem não ouve de um trabalho de equipe no escritório. Frequentemente, com um comentário: "coitado".


Segundo o dicionário Merriam Webster, o capacitismo (ableism em inglês) é a discriminação ou o preconceito contra os indivíduos com deficiências.


Já o dicionário Cambridge define o capacitismo como o tratamento injusto de pessoas por conta de suas deficiências ou de condições que tornam difícil para elas fazer as coisas que as outras pessoas fazem.


A organização Stop Ableism esquadrinha esse preconceito de uma forma ainda mais completa. Para ela, o capacitismo são as práticas e as atitudes que desvalorizam e limitam o potencial das pessoas com deficiências, considerando que elas são inferiores.


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