• Sandra Carvalho

Caranguejo do Oregon fica muito louco com Prozac

Com a droga, o bicho se arrisca muito mais diante de seus predadores.


Caranguejo:  vida transtornada  |  Foto: cc Walter Siegmund et al.

A poluição do Oceano Pacífico com a droga fluoxetina, mais conhecida como o antidepressivo Prozac, está fazendo caranguejos se arriscarem muito mais diante de seus predadores.


O caranguejo do Oregon, Hemigrapsus oregonensis, é uma espécie pequena, que vive entre a Baía de Ressurreição, no Alasca, e a Bahia de Todos os Santos, em Baja California, no México.


Em condições normais, ele se alimenta à noite, passando a maior parte do tempo debaixo ou perto de pedras, se disfarçando para escapar dos predadores.


Ele também usa camuflagem e permanece parado para sobreviver.


A poluição das águas do aceano pelos resquícios de drogas antidepressivas usadas nas cidades da costa do Pacífico, porém, mudou a vida dos caranguejos.


Cientistas da Universidade de Califórnia (UC) em Santa Barbara e da Universidade Estadual de Portland (PSU), no Oregon, investigaram como a exposição crônica à fluoxetina na região da Baía de Netarts, no Oregon, afetou o comportamento dos animais.


Seu estudo foi publicado no jornal Ecology and Evolution no dia 30 de setembro.


Eles reproduziram em laboratório da Universidade Estadual de Portland o mesmo nível de exposição encontrado em campo e viram que os caranguejos passaram a comer mais e a se mexer mais na presença de predadores, os caranguejos-da-rocha-vermelha, particularmente durante o dia, quando normalmente estariam escondidos.


Os caranguejos expostos à fluoxetina também ficaram mais agressivos e tiveram mais conflitos entre si, a ponto de sua taxa de mortalidade aumentar.


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