• Sandra Carvalho

Casar com primo é comum hoje. Não na Pré-História

O DNA dos humanos antigos indica pouco parentesco entre pais e mães.


Restos mortais de humanos antigos
Pesquisadores estudaram o DNA de 1.785 humanos pré-históricos | Foto: Instituto Max Planck

Hoje em dia, mais de 10% dos casamentos no mundo são de primos em primeiro ou segundo grau. Mas entre os humanos antigos, que viveram nos últimos 45 mil anos, acasalamentos entre primos eram bem mais incomuns - não passavam de 3%.


A estimativa é de cientistas do Instituto Max Planck (#InstitutoMaxPlanck) de Antropologia Evolutiva de Leipzig, na Alemanha, e da Universidade de Chicago (#UChicago).


Eles analisaram de novo dados de DNA de humanos pré-históricos que já tinham sido publicados antes para investigar relações de proximidade entre eles, usando técnicas capazes de otimizar as informações de ossos de milhares de anos atrás.


Entre os genomas de 1.785 indivíduos estudados, só 54 deram sinais de ter pais primos. Segundo a pesquisa, mesmo para caçadores-coletores de mais de 10 mil anos atrás as uniões entre primos eram exceções.


O estudo foi publicado na Nature.


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