• Sandra Carvalho

Cheque agoniza, humilhado pelo Pix

Os brasileiros já usam o Pix 32 vezes mais que o cheque, segundo dados da Febraban.


Cheque
Cheque: queda de 93,4% em relação a 1995 | Foto: cc Agência Brasil

O cheque está em decadência no Brasil desde meados dos anos 90, mas agora parece se aproximar dos últimos suspiros com a concorrência do Pix e o domínio generalizado das operações online.


Em 2021, 218,9 milhões de cheques foram compensados no país, 23,7% menos que em 2020, e 93,4% menos que em 1995, segundo dados da Febraban, a federação dos bancos.


Em compensação, o #Pix, lançado em novembro de 2020, completou 7 bilhões de transações em seus primeiros 12 meses de existência. Isso significa que já foi mais usado que o cheque aproximadamente 32 vezes.


Ao longo de 2021, os cheques movimentaram 667 bilhões de reais. O Pix, em seu primeiro ano de vida, 4 trilhões de reais, cerca de seis vezes mais.


Com os cheques no ostracismo, vai desaparecendo uma verdadeira instituição nacional, o cheque sem fundo.


Depois de chegar a 63,5 milhões em 1996, início da série histórica da #Febraban, os cheques sem fundo se limitaram a 18,6 milhões no ano passado, mesmo em meio a todo aperto financeiro trazido pela pandemia de Covid-19 e os desacertos gerais da economia.


Veja a queda dos cheques compensados nas últimas décadas nesta tabela da Febraban. A variação é sempre em relação a 1995.


Tabela de uso do cheque
Decadência do uso do cheque: reação só no ano 2000 | Tabela: Febraban

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