• Sandra Carvalho

Chikungunya, o vírus que não dá trégua

Transmitido por picada de mosquito, ele pode afetar até o sistema nervoso central.


Dedetização contra o Aedes aegypti em Brasília: para prevenir as infeções transmitidas pelo mosquito

O vírus chikungunya já carimbou seu passaporte em mais de 60 países, espalhando febre, dores na cabeça, articulações e músculos, cansaço, erupções na pele e até complicações no sistema nervoso central.


O chikungunya provoca infecções através de picadas de dois mosquitos - nosso conhecido Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a zika, e o Aedes albopictus, chamado de mosquito-tigre-asiático.


Onde os mosquitos encontram água parada e prosperam, o chikungunya prospera também. A estação de chuvas é a sua preferida.


Como acontece hoje com o novo coronavírus, para a infecção do chikungunya também não há antivirais específicos e muito menos uma vacina.


Este ano, no Brasil, o chikungunya está castigando particularmente a população do Espírito Santo. A cada 100 mil capixabas, 318 foram contaminados. Já são mais de 14 mil casos de doença no estado em 2020, com quatro mortes.


Em geral, a doença dura três semanas. Mas as dores nas articulações podem se prolongar por mais de três meses e inclusive se tornar crônicas por anos, segundo estudo da Universidade Federal do Ceará (UFC) , USP e Universidade de Oxford.


O vírus foi identificado no início dos anos 50 na Tanzânia. Já neste século, se espalhou pela Europa e pelas Américas. Dificilmente mata, mas as infecções que provoca são sérias o suficiente para incapacitar para o trabalho por semanas ou meses.


Desde 2013, o chikungunya já infectou 2,1 milhões de pessoas nas Américas, provocando 600 mortes.


Veja nesse infográfico do Ministério da Saúde os principais sintomas da doença:


Infográfico: Ministério da Saúde

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