• Sandra Carvalho

Cientistas decifram enigma sul-americano de Darwin

A macrauquênia foi finalmente desvendada num exame de DNA.

Representação da macrauquênia | Imagem: cc Olllga/Wikimedia Commons

Um animal muito estranho, a macrauquênia (Macrauchenia patachonica), desafia a ciência há mais de 180 anos, desde que seus primeiros fósseis foram descobertos por Charles Darwin na Patagônia.


Darwin não conseguiu entender bem que animal era esse, e encaminhou os fósseis a um paleontólogo amigo, Robert Owen. Ele tentou, sem conseguir, traçar sua evolução. Na época, eles puderam contar com apenas poucos ossos da macrauquênia.


Cientistas da Universidade de Potsdam, nos arredores de Berlim, finalmente esclareceram o enigma, extraindo DNA mitocondrial de fósseis do Chile.


A macrauquênia, que viveu até no máximo 11 mil anos atrás, é parente distante dos cavalos, antas e rinocerontes atuais, que pertencem à ordem dos perissodáctilos (Perissodactyla).


Tanto a macrauquênia quanto os perissodáctilos integraram um grupo mais abrangente, os panperissodáctilos (Panperissodactyla). Eles se separaram há aproximadamente 66 milhões de anos, quando um asteróide atingiu a Terra.


O estudo de paleogenética da macrauquênia foi publicado pela revista Nature Communications. Ele foi conduzido pelo alemão Michael Hofreiter, da Universidade de Potsdam, que trabalhou com colegas do Museu Americano de História Natural, de Nova York, e de vários organismos da Argentina, Chile e Uruguai.


"A vasta maioria de todas as espécies que já viveram na Terra agora está extinta", declarou Hofreiter à CNN. "Então se queremos entender a história da vida na Terra, também precisamos estudar as espécies extintas."


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