• Sandra Carvalho

Cocô de pinguim-rei deixa pesquisadores muito loucos

As fezes das aves também aumentam bastante gases de efeito estufa na Geórgia do Sul.


Pinguins-rei da Geórgia do Sul: fezes aumentam gases de efeito estufa | Foto: cc0 Ian Parker/Unsplash

Com o aquecimento global, as geleiras estão recuando em muitas regiões polares. Quando isso acontece, animais marinhos aproveitam para colonizar os novos territórios disponíveis. Essa combinação pode ser explosiva.


Um estudo de cientistas dinamarqueses e chineses acaba de mostrar que o avanço de pinguins-rei na Geórgia do Sul está estimulando bastante os gases de efeito-estufa localmente.


A Geórgia do Sul é um território subantártico, governado pelo Reino Unido e disputado pela Argentina, que fica no Sul do Oceano Atlântico - foi um dos motivos da Guerra das Malvinas nos anos 80.


Os pesquisadores estudaram o impacto do recuo das geleiras e do avanço dos pinguins-rei (Aptenodytes patagonicus) na maior colônia do mundo dessas aves, na baía Saint Andrews da Geórgia do Sul.


Eles notaram que as fezes dos pinguins são um estímulo poderoso aos gases de efeito estufa: levam a um aumento do dióxido de carbono, o CO2, e do óxido nitroso, o N2O, e ainda por cima diminuem o consumo do gás metano, o CH4.


O óxido nitroso do cocô dos pinguins é tão pronunciado que os pesquisadores ficaram inebriados com ele.


O óxido nitroso é conhecido como gás do riso, e provoca um certo relaxamento e sensação de felicidade. É usado como anestesiante por dentistas. Em grande quantidade, polui bastante o meio ambiente, bem mais que o CO2.


"Depois de cheirar as fezes dos pinguins por várias horas, uma pessoa fica completamente cuckoo, comentou o professor Bo Elberling, da Universidade de Copenhague (UCPH), um dos autores do estudo, à agência AFP.


O estudo foi publicado no jornal Science of The Total Environment.


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