• Sandra Carvalho

Cocô revela mais pinguins na Antártica

Fezes vistas do espaço permitiram achar novas colônias de pinguins na região.


Pinguins-imperador na plataforma de gelo Brunt da Antártica | Foto: British Antarctic Survey

Há 10 anos, os cientistas da agência de pesquisas da Antártica do Reino Unido, a BAS, buscam pinguins na região pesquisando seu cocô acumulado no gelo. Acabaram descobrindo que há 20% a mais de colônias de pinguins-imperador do que se pensava.


Num novo estudo, eles usaram imagens de satélite da missão Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia (ESA). Encontraram 11 colônias novas, três das quais se suspeitava, mas sem confirmação.


Com a descoberta, o número total de pinguins-imperador (Aptenodytes forsteri) na Antártica aumentou 10% (as colônias são pequenas) e passa a ser de aproximadamente meio milhão, com os pássaros espalhados por 61 colônias.


Os pinguins-imperador precisam de gelo para procriar e vivem em áreas muito remotas, onde a temperatura chega a 50 graus Celsius negativos. São especialmente sensíveis à perda do gelo do mar, que é o seu habitat favorito para procriação.


A maior parte das colônias encontradas pelos pesquisadores ficam nas margens desse habitat favorito, portanto mais expostas ao aquecimento do clima. O estudo foi publicado no jornal Remote Sensing in Ecology and Conservation.


Manchas marrons no gelo indicam a existência de uma colônia de pinguins | Imagem: Sentinel-2/ESA

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