• Sandra Carvalho

Comida de pet deixa uma pegada de carbono colossal

Essa pegada já é maior do que a da maioria dos países. Que a das Filipinas, por exemplo.


Pet
Racão animal: gatos e cachorros quase monopolizam a indústria de alimentos para pets | Foto: FreeStockOrg/Pexels

Apenas 59 países no mundo emitem mais gases de efeito estufa que a indústria de comida para pets atualmente. São 106 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano - mais que Filipinas ou Moçambique.


Quem levantou esse problema foi um grupo de cientistas da Universidade de Edimburgo (#UniversidadedeEdimburgo). Os pesquisadores analisaram 280 tipos de ração seca para animais de estimação vendidos nos Estados Unidos e na Europa, onde se concentram dois terços das vendas globais.


Segundo o estudo, cerca de 49 milhões de hectares de terras agrícolas são usados anualmente para produzir rações secas para cães e gatos, que respondem por 95% das vendas de comida para pets.


Isso equivale a uma área duas vezes maior que a do Reino Unido - Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte juntos.


O número de cachorros e gatos nas casas já é avassalador no mundo (471 milhões de cães e 373 milhões de gatos, segundo dados do Statista), e tende a crescer.


Uma parte dos alimentos para pets é feita com subprodutos de outras indústrias, mas mesmo assim, segundo os cientistas, será preciso considerar a comida para pets quando se pensa em mudança climática.


Conforme a pesquisa, cerca de metade da matéria-prima das rações secas vem de plantações como as de milho, arroz e trigo. O restante vem de produtos de peixe e outros animais.


De acordo com o estudo, as emissões de CO2 da indústria de comida para pets equivalem a 1,1 % a 2,9% do total das emissões globais da agricultura. A pesquisa foi publicada no jornal científico Global Environmental Change. ✔︎


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