• Sandra Carvalho

Comida ultraprocessada: conveniência duvidosa

Opções práticas como pizza, salsicha e sorvete prejudicam a saúde e podem encurtar a vida.


Sorvete: atração irresistível entre os alimentos ultraprocessados | Foto: cc0 Mintchip Designs

Alimentos ultraprocessados, práticos para matar a fome na rua ou em casa e vendidos por um precinho camarada, entraram para a rotina em quase todo o mundo. Mas os especialistas avisam: a comodidade na hora de comer embute um risco apreciável para a saúde.


Nos países da Europa, América Latina, Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia, de 25% a 60% das calorias diárias já vem de alimentos ultraprocessados. Quem tem tempo de cozinhar? Ou de voltar para casa para comer num dia de trabalho?


O resultado é um maior risco de mortes prematuras de todas as causas, especialmente doenças cardiovasculares e câncer.


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A comida ultraprocessada tem muitos campeões de popularidade - os nuggets, os sorvetes, as sopas instantâneas, a pizza ou a lasanha congeladas, as barras de chocolate, as carnes processadas como a linguiça, a salsicha e o hambúrguer, os cereais do café da manhã.


Características importantes dos alimentos ultraprocessados: eles costumam ter muito mais gordura, sal, açúcar e calorias que os outros alimentos.


No geral, levam muitos ingredientes, alguns deles só usados pela indústria da alimentação. Passam por vários processos químicos e são carregados de aditivos - corantes, conservantes, edulcorantes, emulsificantes, flavorizantes, espessantes...


Mesmo com esses atributos negativos, os alimentos ultraprocessados vendem como água com seu sabor estudado para agradar multidões, a praticidade, os preços acessíveis. Aditivo extra: publicidade massiva, o que costuma funcionar pelo menos com crianças.


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