• Sandra Carvalho

Como evitar os ecocídios?

A destruição massiva do meio ambiente deveria ser crime internacional, como o genocídio?


Desastre de Brumadinho: exemplo de ecocídio no Brasil | Foto: divulgação/Presidência da República

Ecocídio é a destruição de ecossistemas - tanto em desastres ambientais de alto impacto imediato, como o rompimento da barreira da mineradora Vale em Brumadinho, que matou 253 pessoas este ano, ou tragédias menos visíveis, como o desmatamento contínuo da Amazônia, a floresta tropical com a maior biodiversidade do mundo.


Nos casos mais graves, o ecocídio pode destruir por gerações qualquer possibilidade de vida saudável numa região.


É o caso de Chernobyl, o maior acidente nuclear da história, que aconteceu na Ucrânia, 32 anos atrás. Os animais estão voltando para a área do desastre, mas o leite ainda tem radiação perigosa a mais de 200 quilômetros do local.


Muitas vezes o ecocídio é fruto do descaso pelo meio ambiente e pela vida humana - como no desastre de Mariana, Minas Gerais, em 2015, quando uma barragem da mineradora Samarco se rompeu e lançou o mar de lama que matou 19 pessoas e devastou o Rio Doce.


O caso de ecocídio proposital mais conhecido é o do uso do Agente Laranja pelas forças militares dos Estados Unidos na guerra do Vietnã.


O desfolhante foi utilizado com o objetivo de destruir as plantações e as florestas do país para facilitar a vitória americana. Os EUA perderam a guerra, foram embora, mas os efeitos do Agente Laranja nas pessoas e na natureza ficaram.


Pelas consequências profundas, há ativistas propondo que os ecocídios se tornem crimes internacionais, puníveis como o genocídio.


Por enquanto, o Tribunal Penal Internacional, que fica em Haia, na Holanda, só pune crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade (contra a população civil).


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