• Sandra Carvalho

Como frear as epidemias? Lavar as mãos nos aeroportos ajuda muito

A sugestão é do MIT, que estudou os hábitos meio nojentos dos passageiros nos aeroportos.


Aeroporto de Bangkok-Suvarnabhumi: um dos mais movimentados do mundo | Foto: cc0 Auttaporn Pradidpong/Unsplash

Lavar a mão depois de ir ao banheiro é o princípio mais básico da higiene pessoal, certo? Pois 70% dos passageiros dos aeroportos lavam, mas outros 30% não. Esses 30% saem por aí contaminando tudo o que eles tocam com os germes que carregam.


O MIT fez um estudo epidemiológico indicando que aumentar o percentual de pessoas que lavam as mãos em 10 aeroportos importantes ajudaria de forma significativa a frear epidemias causadas por vírus.


Mesmo os 30% que lavam as mãos depois de ir ao banheiro não fazem tudo certo, de acordo com o estudo. Metade ensaboa a mão rapidamente com um pouco de água sem passar os 15 ou 20 minutos recomendados realmente limpando a mão.


A Sociedade Americana de Microbiologia calcula que apenas 20% das pessoas nos aeroportos têm as mãos limpas - tecnicamente, mãos limpas significam mãos lavadas com água e sabão, por pelo menos 15 segundos na última hora ou perto disso.


Os outros 80%, com as mãos sujas, estão espalhando germes ao tocar cadeiras, balções de check-in, computadores de uso público, bandejas de segurança de aduanas, puxadores de porta...


De acordo com o estudo do MIT, se em vez de 20% de pessoas com mãos limpas nós tivéssemos três vezes mais, 60%, a disseminação global de doenças poderia ser freada em 70%.


O estudo foi publicado em dezembro, pouco antes de a epidemia do novo coronavírus, o Covid-19, se tornar conhecida.


Os pesquisadores identificaram 120 aeroportos no mundo mais influentes na disseminação de doenças.


Eles não são necessariamente os de maior tráfego, mas os que têm as conexões com os maiores hubs aéreos. A cada epidemia, a lista dos 10 aeroportos vitais muda, de acordo com a proximidade da origem da doença.


O estudo foi publicado no jornal Risk Analysis.


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