• Sandra Carvalho

O Brasil patina em vacinação diante do mundo

Os índices brasileiros de imunização são anêmicos até entre nossos vizinhos.


Transferência de paciente com Covid em Santarém | Foto: Marcelo Seabra/Agência Par´

O Brasil dispara em casos e mortes por Covid-19 nos rankings dos países mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus. Só perde para os Estados Unidos em casos acumulados (11,9 milhões) e mortes (292 mil), de acordo com os números da Universidade Johns Hopkins.


Já em vacinação, a performance é claudicante. As doses aplicadas de CoronaVac e da vacina da Astrazeneca/Oxford chegam a 15,8 milhões, mas isso não dá para o começo.


Num país de 212,5 milhões de habitantes, significam que apenas 5,54% da população recebeu a primeira dose de uma vacina, segundo os dados do site Coronavírus Brasil.


Nos mapas do Our World in Data, o Brasil empalidece. Veja os dados da América do Sul, onde a média de doses administradas a cada 100 pessoas é de 6,37, e o Brasil fica em quarto lugar:


1. 🇨🇱 Chile

Doses a cada 100 habitantes: 44,28


2. 🇩🇴 Uruguai

Doses a cada 100 habitantes: 8,96


3. 🇦🇷 Argentina

Doses a cada 100 habitantes: 6,78


4. 🇧🇷 Brasil Doses a cada 100 habitantes: 6,34


Considerando apenas os países reconhecidos pela ONU com mais de 1 milhão de habitantes, o Brasil vai para a 42ª colocação no ranking global dos que mais vacinam. Confira o patamar dos 10 primeiros colocados:


1. 🇮🇱 Israel

Doses a cada 100 habitantes: 111,91


2. 🇦🇪 Emirados Árabes Unidos

Doses a cada 100 habitantes: 72,61


3. 🇨🇱 Chile

Doses a cada 100 habitantes: 44,28


4. 🇬🇧 Reino Unido

Doses a cada 100 habitantes: 42,70


5. 🇧🇭 Bahrein

Doses a cada 100 habitantes: 37,62


6. 🇺🇸 Estados Unidos

Doses a cada 100 habitantes: 36,31


7. 🇷🇸 Sérvia

Doses a cada 100 habitantes: 31,80


8. 🇭🇺 Hungria

Doses a cada 100 habitantes: 21,10


9. 🇲🇦 Marrocos

Doses a cada 100 habitantes: 18,12


10. 🇶🇦 Catar

Doses a cada 100 habitantes: 17,70


42. 🇧🇷 Brasil

Doses a cada 100 habitantes: 6,34


Veja mais: Os estados que vacinam mais (e menos) no Brasil