• Sandra Carvalho

Como o rato marron, o pet favorito de Nova York, se espalha pela cidade

Ele veio da Grã-Bretanha, séculos atrás, e se expande onde há mais latas de lixo a explorar.


Rato: cientistas obcecados | Imagem: cc Ludovic Bertron/Flickr

Ninguém sabe exatamente quantos ratos existem em Nova York - as estimativas variam entre 250 mil e 2 milhões. Mas hoje em dia se sabe quase tudo sobre seu DNA, graças a um grupo de cientistas absolutamente obcecados pelo animal.


Esses cientistas, liderados por Matthew Comb, da Universidade Fordham, nos arredores de Nova York, estudaram o genoma do rato marron, o Rattus norvegicus, em Manhattan e descobriram coisas surpreendentes.


Todos vieram todos do mesmo lugar: a Grã-Bretanha, séculos atrás. Mas embora tenham a mesma origem, eles evoluem em dois clusters distintos, um no norte de Manhattan e outro no sul, separados por Midwtown.


Por ter menos residências, e portanto menos latas de lixos para explorar, Midwtown é uma região que os ratos esnobam. Como os eles não circulam em grandes distâncias, Midtown acabou separando os ratos de Uptown e Downtown.


Num raio de 200 metros, os ratos apresentam a identidade genética mais próxima. Essa identidade vai até a um raio de 1400 metros. Depois, aparecem mais genes heterogêneos.


Para chegar a essa fotografia da distribuição do rato marron, o grupo de cientistas de Fordham fez o sequenciamento genético de 262 amostras e 61 mil SNPs (polimorfismo de nucleotídeo único). O paper foi publicado no jornal Molecular Ecology em 22/11/2017.


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