• Sandra Carvalho

Contra epilepsia, solta um som de Mozart!

Ouvir Mozart por pelo menos 30 segundos já ajuda a controlar atividade elétrica do cérebro.


Estátua de Mozart
Estátua de Mozart em Viena: música medicinal | Foto: cc Vi Ko/Wikimedia Commons

Quando os remédios não funcionam contra epilepsia, Mozart pode entrar em ação. Especificamente, a Sonata para Dois Pianos em Ré Maior (K.448). Ela ajuda a espaçar os picos de atividade elétrica no cérebro, que podem levar a convulsões.


Pesquisadores da Escola de Medicina Geisel, da universidade americana #Darthmouth, de Hanover, New Hampshire, mostraram que quando se ouve a sonata por pelo menos 30 segundos os picos de atividade elétrica do cérebro se tornam menos frequentes.


Já se sabia, por estudos anteriores, do poder da sonata K.448 sobre pessoas com epilepsia. O que não se sabia é quanto tempo ela precisaria ser escutada para fazer efeito.


A #epilepsia é o distúrbio neurológico grave mais comum, e afeta aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o globo.


A maioria recorre a remédios anticonvulsionantes. Mas em cerca de 30% dos casos os medicamentos não funcionam, e é preciso explorar outras opções.


Os cientistas de Darthmouth expuseram 16 adultos com epilepsia resistente a medicamentos a diversos clipes de música, entre os quais estava a K.448, por tempos variáveis, entre 15 e 90 segundos.


Eles acompanharam a atividade elétrica das pessoas enquanto ouviam os clipes com eletroencefalogramas (#EEG).


Bingo! Quando os participantes do experimento escutavam a sonata de Mozart entre 30 e 90 segundos, os picos de atividade elétrica se reduziam, em média, 66,5% em todo o cérebro.


A diminuição era particularmente pronunciada nos córtices frontais esquerdo e direito do cérebro, importantes na regulação das respostas emocionais.


O estudo foi publicado no periódico Scientific Reports.


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