• Sandra Carvalho

Coronavírus: a economia sofre e o meio ambiente vibra

As perdas e os ganhos da pandemia em números, segundo cientistas australianos.


Moradores de Lyon, na França, durate isolamento | Foto: cc0 Alexis Fauvet/Unsplash

Os números das perdas econômicas no mundo durante a pandemia de Covid-19 são tão devastadores quanto o vírus - o consumo caiu 3, 8 trilhões de dólares, o equivalente ao PIB inteiro da Alemanha.


Pior: 147 milhões de empregos foram perdidos, o que corresponde a 4,2% da força de trabalho global. Isso significa que 2,1 trilhões de dólares de renda evaporaram.


As estimativas foram feitas por cientistas australianos da Universidade de Sydney (USYD), num estudo publicado no jornal PLOS One. Eles caracterizaram essa crise como o maior choque econômico desde a Grande Depressão, nos anos 30 do século passado.


Para compensar, houve ganhos para o meio ambiente, como seria de esperar. Segundo o estudo, as emissões de gases de efeito estufa baixaram 4,6%, na maior queda de toda a história humana.


Outras emissões atmosféricas também caíram. As de partículas finas PM2,5 recuaram 3,8%. As emissões de dióxido de enxofre (SO2), ligado à queima de combustíveis fósseis e associado à asma, e de óxidos de nitrogênio (NOx), de combustão de combustível em carros, baixaram 2,9%.


Os ganhos ambientais são temporários, infelizmente. Arunima Malik, da Faculdade de Negócios da Universidade de Sydney, uma das autoras do estudo, já advertiu que, sem uma mudança estrutural, esses ganhos não se sustentarão.


Recuo: perda de salário pelo menor comércio no supply chain global | Mapa: Universidade de Sydney

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