• Sandra Carvalho

Coronavírus: exaustão mata médicos na China

O trabalho ininterrupto cobra seu preço dos médicos da frente de batalha contra o vírus.


Wuhan: a cidade é decisiva na contenção da epidemia | Foto: cc0 Lanstyle/Pixabay

A batalha primordial da China contra a epidemia do novo coronavírus se trava na província de Hubei, onde fica Wuhan, epicentro da doença. Mas em todo o país muitos médicos trabalham no limite de suas forças contra o vírus, e vários têm morrido em ação.


O médico Yuan Yangyang, de 36 anos, da província de Hehan, morreu com uma parada cardíaca no dia 29 de fevereiro, depois de trabalhar 39 dias seguidos na frente de batalha contra a epidemia.


No mesmo dia, o médico Zhong Jinxing, de 32 anos, da região autônoma de Guangx, perdeu a vida depois de trabalhar 33 dias seguidos. Causa da morte: excesso de trabalho.


A infeçção pelo novo coronavírus também tem levado vários médicos. Até o dia 24 de fevereiro, pelo menos nove médicos, jovens e de mais idade, morreram com Covid-19. Todos entre 29 e 63 anos.


Outros 11 morreram de causas diversas, inclusive excesso de trabalho e insuficiência cardíaca, segundo o Global Times, da rede estatal de mídia da China.


O coronavírus fez várias vítimas fatais no Hospital Central de Wuhan. A mais conhecida, o médico Li Wenliang, um dos oito wistleblowers que denunciaram a epidemia e foram perseguidos por isso.


Hoje seu colega Mei Zhongming morreu com o Covid-19. O médico Jiang Xueqing, de 55 anos, do mesmo hospital, havia morrido com o vírus no domingo, dia 1.


Outro médico, Liu Zhiming, da elite do Partido Comunista em Hubei, perdera a vida para o novo coronavírus alguns dias antes. Da mesma forma, um gastroenterologista jovem de Wuhan, Xia Sisi, de 29 anos.


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