• Sandra Carvalho

Corrida para salvar os muriquis, os macacos hippies da Mata Atlântica

Os cientistas calculam que haja apenas 2.300 muriquis na floresta.


Afeição é uma característica dos muriquis | Foto: Pablo Fernicola/Universidade de Wisconsin em Madison

Há duas espécies de muriquis no Brasil, as duas ameaçadas de extinção, na região sudeste da Mata Atlântica. Pesquisadores americanos e brasileiros estão coletando dados para garantir que as duas sobrevivam.

Eles calculam que hoje haja 2.300 muriquis na floresta, com menos de mil muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) e cerca de 1.300 de muriquis-do-sul (Brachyteles arachnoides). Atualmente os macacos do norte estão sendo contados com a ajuda de câmeras térmicas colocadas em drones.

Um muriqui bebê | Foto: Pablo Fernicola/Universidade de Wisconsin em Madison

Os muriquis fazem por merecer a fama de hippies: são tranquilões (a taxa de agressões entre eles é muito baixa) e vivem se abraçando e socializando.

Segundo os cientistas, as fêmeas são independentes e promíscuas. Os machos não mandam nelas. Não há, na verdade, hierarquia entre os sexos.


O estudo dos cientistas americanos e brasileiros foi publicado ontem no jornal PLOS ONE.

Uma mãe e seu filhote | Foto: Pablo Fernicola/Universidade de Wisconsin em Madison

Karen Strier, professora de antropologia da Universidade de Wisconsin (UW) em Madison, estuda os muriquis no Brasil há 35 anos. Ela acha que eles são os primatas mais incríveis do mundo.

"Não conseguimos reverter os assaltos passados ao planeta, mas podemos fazer tudo para acabar com eles e dar aos animais e às plantas a chance de se recuperar", ela propõe.


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